Sereníssima Produções Artísticas

A Sereníssima é formada por duas sócias que se dedicam à área cultural e artística desde 1980. Acreditamos no potencial da arte como ferramenta de transformação.  Ao abordar a sensibilidade e a emoção do indivíduo podemos provocar a reflexão e trazer à tona questões relevantes para a sociedade.

 

Iniciamos nossas atividades em 2005, como Companhia Sereníssima de Teatro com a proposta de atender com agilidade e humor às demandas de comunicação interna de empresas, criando uma galeria de personagens para dar vida a questões pertinentes ao ambiente de trabalho. Este trabalho se estendeu até 2018 e atendeu a grandes empresas tais como Claro, Oi, Petrobras, entre outras.

Em 2012 Sereníssima Produções Artísticas foi formalizada como empresa e inicia a produção teatral de textos socialmente relevantes.

Anita Terrana

Atriz desde 1980 atuou em mais de 20 espetáculos destacando-se, A VISITA DA VELHA SENHORA, O MERCADOR DE VENEZA, OS SINOS DA CANDELÁRIA, A FÚRIA DO CORPO, A VERDADEIRA HISTÓRIA DE AHQ, A PROSTITUTA RESPEITOSA e O MISTÉRIO DO BOI SURUBIM, que participou de Festivais na França e temporadas em Portugal. Já foi dirigida por Luiz Armando Queiroz, Gilberto Gawronski, Anselmo Vasconcelos, Maurício Abud, Sílvio Guindane, Fernando Philbert e Vicente Maiolino.

Em TV trabalhou em: BREGA E CHIQUE, BELA A FEIA, REBELDES e nas séries CONSELHO TUTELAR dirigido por Rudi Lagemann e PELA FECHADURA por Adriano Espínola Filho, além de diversas participações em novelas.

Em cinema suas principais atuações são: SOB O SIGNO DO CAOS de Rogério Sganzerla, e nos curtas: BOM DIA, MEU NOME É SHEILA de Ângelo Defante, premiado no Festival do Rio, UMA HISTÓRIA DAS CORES de Victor Hugo Fiuza eleito o melhor filme da Mostra Cinema da Gema do 12º Festival Visões Periféricas no Centro Cultural Banco do Brasil em 2018 e VÓ, A SENHORA É LÉSBICA? roteiro e direção de Bruna Fonseca e Larissa Lima.

Como produtora seus trabalhos mais expressivos são os seguintes espetáculos: A PROSTITUTA RESPEITOSA (14/15/16), VESTIDOS BRANCOS (98), A FÚRIA DO CORPO (92), A VERDADEIRA HISTÓRIA DE AH, (88), A IDADE DO SONHO (85), O MISTÉRIO DO BOI SURUBIM (83). Ainda produziu Coral da Unimed (2000) e IV FESTIVAL DE ARTES DA CIDADE DE GOIÁS EM 2001.

Seus últimos trabalhos foram as participações na novela ÓRFÃOS DA TERRA e na série FILHOS DA PÁTRIA 2 em 2019.

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Cecília Terrana

Formada em letras pela UFRJ, trabalhou com dança entre 1983 e 2004, como bailarina, coreógrafa e professora.

Em 2005 associou-se à sua irmã, Anita Terrana, na Companhia Sereníssima de Teatro, especializada em teatro para eventos e campanhas empresariais, atuando e escrevendo textos por encomenda. Formou-se pela ETET Martins Pena em 2008 com VIÚVA PORÉM HONESTA, de Nélson Rodrigues, direção de Dudu Gama, e participou de todas as temporadas realizadas em 2009.

Em 2010 participou do laboratório em dramaturgia com Jô Bilac, oferecido pela Escola SESC, em que escreveu CASA A VENDA, encenado em 2016 no Pequeno Engenho das Artes, núcleo de pesquisa situado em sua residência no Engenho Novo.

Em 2014 seu texto CASA DE CÔMODOS participou do projeto SARTRE MAIS UMA, patrocinado pelos CORREIOS, e apresentado no Teatro Solar de Botafogo, com excelentes críticas.

Seus últimos trabalhos como atriz são TERROR E MISÉRIA NO TERCEIRO  REICH, de Bertold Brecht, uma exposição teatral no Solar do Jambeiro, em Niterói, RJ, com direção geral de Fabio Fortes em 2015, e SER OU NÃO SER....E O NADA, com dramaturgia coletiva e direção de Andrea Terra, que também se apresentou no Solar do Jambeiro em 2018.

Em junho de 2019 concluiu a pós-graduação latu sensu em História e Cultura africana e afro brasileira, pelo IPN/UNIVERSIDADE SANTA ÚRSULA e apresentou a sua monografia “Dinâmica de soterramento e eclosão de memória em relação ao cemitério dos pretos novos na Gamboa, Rio de Janeiro”.

Recentemente publicou o livro QUATRO CASAS, pelo selo Mundo Contemporâneo da Editora Metanoia, uma compilação de quatro textos teatrais que têm em comum a temática da casa em suas tramas.

Trabalhos realizados

 

SANTA


Após se exercitar na escrita direcionada a campanhas e eventos, Cecília Terrana se dedicou a estudar dramaturgia e criar textos com outras temáticas. Santa foi sua primeira experiência em encenar sua produção dramática. Convidou Cláudio Sásil para dirigir a esquete que participou de diversos festivais de cenas curtas e ganhou os prêmios de melhor concepção visual no Niterói em Cena, de 2012 e melhor figurino no Festival de Esquetes do Teatro Ziembinski, em 2013.

 

SANTA


Após se exercitar na escrita direcionada a campanhas e eventos, Cecília Terrana se dedicou a estudar dramaturgia e criar textos com outras temáticas. Santa foi sua primeira experiência em encenar sua produção dramática. Convidou Cláudio Sásil para dirigir a esquete que participou de diversos festivais de cenas curtas e ganhou os prêmios de melhor concepção visual no Niterói em Cena, de 2012 e melhor figurino no Festival de Esquetes do Teatro Ziembinski, em 2013.

Ficha Técnica

Texto: Cecília Terrana

Direção e concepção visual: Cláudio Sásil

Elenco: Afonso Henrique Soares, Laura Becker e Cecília Terrana

Santa 13
Santa 13

2013 492
2013 492

2013 513
2013 513

Santa 13
Santa 13

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A Alma
Encantadora
das Casas

 

Projeto de pesquisa sobre a memória do espaço da casa, em parceria com o Movimento cidades (in)visíveis  que resultou em um evento de artes híbridas (teatro, artes visuais e performance relacional) na casa da rua Porto Alegre, no Engenho Novo. Este evento recebeu público agendado por seis semanas entre julho e agosto de 2013.

Desta reunião de profissionais de cultura, principalmente teatro, resultou o núcleo de pesquisa em dramaturgia que recebeu o nome de Pequeno Engenho das Artes e se mantém ativo até hoje.

Ficha Técnica

Texto: Cecília Terrana

Direção e Figurino: Ítala Ísis

Iluminação Luan de almeida

Trilha sonora: Afonso Henrique Soares

Performance Relacional: Soraia Arnoni

Instalações e Artes Visuais: Ítala Ísis e Wellington Dias

1/8

Sartre mais uma

 

O texto CASA DE CÔMODOS foi escrito por Cecília Terrana em 2012 a partir do estímulo de A PROSTITUTA RESPEITOSA, de Jean-Paul Sartre. O propósito era retratar a questão da segregação racial com aspectos característicos do Brasil. Assim a trama foi invertida: lá uma prostituta é impedida de defender um negro acusado injustamente, aqui uma família de negros é impedida de defender uma mulher acusada injustamente de se prostituir.

Em 2014, com o patrocínio dos CORREIOS, as duas peças foram encenadas em semanas alternadas no Teatro do Solar de Botafogo, com excelentes críticas.

 

Trechos de críticas

A PROSTITUTA RESPEITOSA
 

Lionel Fischer

Verdadeiro libelo contra a segregação racial, a peça investe furiosamente contra esta praga que parece estar longe de ser erradicada. E a forma encontrada por Sartre nos mostra os tortuosos caminhos de que se valem os detentores do poder para obter o que pretendem - embora Lizzie, inicialmente, relute em assinar uma carta incriminatória contra o negro, acaba convencida pelo senador Clark a fazê-lo, através de maquiavélica retórica que confunde por completo a ingênua prostituta.
Com relação ao espetáculo, Marco Aurélio Hamellin impõe à montagem uma dinâmica despojada e sóbria, conseguindo quase sempre valorizar os conteúdos em jogo.
Na equipe técnica, considero corretos os trabalhos de todos os profissionais envolvidos nesta oportuna empreitada teatral - Miroel da Silveira (tradução), Cecília Terrana (direção de movimento), Marco Aurélio Hamellin (trilha sonora), Leysa Vidal (luz) e Marcelo Marques (cenografia e figurinos).

Maurício Code

Na noite de domingo (26/07), algo especial pairava sobre o ar do Teatro Solar Botafogo. Uma peça que fala sobre brancos injustiçando negros será assistida por jovens (na maioria negros) em recuperação, abraçados pelo Abrigo de Reinserção Social de Realengo na zona oeste do Rio de Janeiro. Responsabilidade triplicada para o elenco!
No papel da prostituta Lizzie, a atriz Anita Terrana empresta cada átomo amadurecido de seu corpo voluptuoso à personagem de personalidade conflitante.
Quanto ao elenco, fica difícil eleger um dos atores como destaque, pois todos estão encaixados no contexto da peça como luvas para mãos em dias frios, mas destaca-se, muito, a interpretação de Anita Terrana, completamente entregue à sua prostituta.
Direção, cenário, figurino e todos os outros detalhes fazem da peça um bom motivo para sair de casa e apreciar a arte da atuação.

E sobre a plateia nessa noite? Participativa, entusiasmada e cheia de vida, tal qual o espetáculo. Uma grande prova de que o teatro, geralmente direcionado para classes sociais mais altas, consegue, SIM, se comunicar com o povo, especialmente em um país de políticos corruptos e tantos falsos moralismos.


Wagner Correa de Araújo - ORGULHO E PRECONCEITO

Rever Sartre, neste momento, é referencial e reflexivo, diante da necessidade de não compactuar com os absurdos da realidade política brasileira, onde a vantagem é sempre superior à ética.
E, enfim, não deixando também de ser um ato libertário, pois em suas lúcidas palavras, o que “o teatro pode mostrar de mais emocionante é o caráter no ato de formar-se, o momento da escolha, da livre decisão que empenha uma moral e toda uma vida”.



CASA DE CÔMODOS 

Maurício Code

Já nos primeiros segundos uma grande empatia tomou conta da sala. Personagens firmes, confiantes guiados por vozes de um passado pouco lembrado, nos fazem questionar nossas raízes. Quais seriam as histórias engavetadas de nossos antepassados que chegaram ao Brasil, em um tempo em que brancos sequer reconheciam negros como "pessoas"?

Luz, trilha sonora, cenografia, figurinos, interpretações e a direção primorosa de Marcelo Marques, aliados ao texto coeso de Cecília Terrana, fazem de "Casa de Cômodos" um espetáculo com ar de novela, dessas que quando reprisa não queremos perder. A entrega e a harmonia dos atores em cena nos convence e é impossível não nos sentirmos conectados ao drama.

Completamente envolvidos na história, assistimos o desfecho das personagens. Já não queremos sair da Casa de Cômodos, mas as luzes se apagam e nos resta aplaudirmos, em pé, por minutos incontáveis, ao excelente espetáculo que tivemos o privilégio de assistir.
 

Lionel Fischer

Bem escrito e contendo ótimos personagens e uma ação que prende a atenção do espectador ao longo de toda montagem, “Casa de cômodos” recebeu uma versão sóbria e digna, destituída de inúteis mirabolâncias formais (mas que nem por isso isenta de expressividade) e cujo principal destaque é a atuação do diretor Marcelo Marques junto aos atores. Todos valorizam ao máximos seus personagens, evidenciando total compreensão não apenas dos mesmos mas do contexto em que se dá a ação. Assim, por me parecer injusto conferir qualquer destaque especial, a todos parabenizo com o mesmo entusiasmo.

Na equipe técnica, considero de excelente nível as contribuição de todos os profissionais nessa séria e oportuna empreitada teatral – Marcelo Marques (cenário e figurino) e Leysa Vidal (iluminação).
 

Jornalista Maurette

O texto de Cecília Terrana se insere muito bem no contexto do projeto “Sartre mais uma”; é uma história de pessoas de carne e osso, repletas de nuances, com as máscaras caindo a todo momento.

A Prostituta Respeitosa
A Prostituta Respeitosa

A Prostituta Respeitosa
A Prostituta Respeitosa

1/10

FICHA TÉCNICA

 

A Prostituta Respeitosa

Autor: Jean-Paul Sartre

Tradutor: Miroel da Silveira

Diretor: Marco Aurélio Hamellin

Assistentes de direção: Frederico Baptista e Jairo Vicente

Elenco:

Anita Terrana, Thiago Detofol, Cláudio Bastos e Frederico Baptista.

Ator convidado Sergio Fonta.

Direção de Movimentos: Cecília Terrana

Trilha sonora: Marco Aurélio Hamellin

 

Casa de Cômodos

Autora: Cecília Terrana

Direção: Marcelo Marques

Assistentes de direção: Cecília Terrana e Deborah Catalani

Elenco:

Adriana Zattar, André Frazzi, Deo Garcez, Kenya Costta e Soraia Arnoni.

Ator convidado Marco Aurélio Hamellin.

Direção de Movimentos: Carmen Luz

Preparação vocal e prosódia: Maria Luísa Valor

Trilha sonora: Marcelo Marques

 

Projeto Sartre Mais Uma

Cenário e Figurinos: Marcelo Marques

Assistente de figurino e costureira: Sônia Lourenço Coutinho

Assistente de cenografia: Jennyfer Baptista e Raoni Leher

Iluminação: Leysa Vidal

Programação visual: Marcelo Marques

Arte final: Afonso Henrique Soares

Fotografia: Cláudia Ribeiro, Paulo de Tarso, Luca Machado, Deborah Catalani  e Eduardo Moraes

Produção Executiva: Beth Bessa

Assistentes de produção: Augusto César de Oliveira e Cecília Terrana

Divulgação/assessoria de imprensa: Ana Gaio

Coordenação do Projeto: Anita Terrana

Realização: Sereníssima Produções Artísticas

 

Continuação de
A Prostituta Respeitosa

Após a temporada no Solar de Botafogo, a peça de Sartre continuou sua carreira e se apresentou no Sindicato dos Bancários, em comemoração à semana da consciência negra, fez uma temporada de muito sucesso no Teatro Glauce Rocha entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015.

Ainda em 2015 participou do Festival de Teatro de Sertãozinho, SP e foi contemplada no edital Viva Arte, da prefeitura do Rio para uma circulação por Lonas e Arenas Culturais, realizada no primeiro semestre de 2016.

Em 2017 se apresentou no Teatro Municipal Laércio Rangel Ventura de Friburgo, RJ.

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Ficha Técnica
Elenco:
Lizzie Mackey: Anita Terrana
Fred: Thiago Detofol. Standing Leonardo Genesis
O Negro: Cláudio Basttos
Jonh: Marco Aurélio Hamellin
O Senador: ator convidado Sergio Fonta.
Standing Marco Aurélio Hamellin
Camareira: Sandra Cipriano
Coordenadora do projeto: Anita Terrana
Produção executiva: Cecília Terrana
Assistente de produção: Cláudio Basttos
Programador visual: Verônica Motta
Intérprete de Libras: Felipe Oliver
Audiodescrição: Cinema Falado Produções /
Coordenação: Graciela Pozzobon.
Assessora de imprensa: Luciana Guerra Malta.
Realização: Sereníssima Produções Artísticas.

 

Pequeno Engenho das Artes

A residência de Cecília Terrana, uma casa ampla e antiga no Engenho Novo, já era utilizada para ensaios e encontros de atores, diretores e autores.

Em 2013 um trabalho de pesquisa com sobre a memória da casa, resultou no evento A ALMA ENCANTADORA  DAS CASAS, que recebia público agendado para a performance itinerante pelos espaços da casa.

A partir desta experiência, foi criado o PEQUENO ENGENHO DAS ARTES, núcleo de pesquisa em dramaturgia e encenação de peças intimistas, em que a arquitetura concreta da casa dialogava com o cenário e iluminação, criando ambientes teatrais diversos.

O espaço já recebeu várias peças e performances destacando-se as temporadas de: BOI, de Afonso Henrique Soares, (2014 e 2019); de  CASA A VENDA, de Cecília Terrana (2016), e o projeto NESSE MUNDO DE NÓS DOIS (2019) numa parceria de Cecília Terrana com Paulo Japyassu.

Ensaios
Ensaios

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